quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Grissom entrelaçou as mãos atrás das costas num gesto visível de reflexão. Mas, não era. Era frustração. O FBI mais uma vez atropelava os fatos atrás dos resultados. E ele não pudera fazer nada.

Grissom – Como é que vocês não perceberam? Um corpo. – enfatizou. – Dava para sentir o cheiro há dois quarteirões!

Warrick – É claro que nós sabíamos. Até tentamos verificar se o FBI não ordenasse que a cena do crime permanecesse intacta para averiguação!

Catherine – Conseguir remover o corpo para que a autópsia fosse realizada foi a medida mais radical que conseguimos até agora.

Grissom – Sei que a culpa não é de vocês. – replicou Grissom igualmente feroz – Mas, podiam ter me avisado. Jim poderia...

Warrick – Jim está igualmente impotente nessas circunstâncias.

Grissom – E o desaparecimento do irmão? – quis saber curioso.

Catherine – Os vizinhos alegaram visualizar um vulto próximo da entrada da casa. Tinha mais ou menos a altura dele. E eu pensei, bem, pensei que ele talvez pudesse estar vivo. 

Todos nós pensamos. Todos nós sempre esperamos, pensou Grissom involuntariamente.

Atravessando a extensa sala da suntuosa Mansão, Sara sentiu repentinamente uma sessão de vazio que a atormentava. Havia uma coisa que faltava ali.

Lembrou-se de Grissom, então compreendeu. Amor.

Vestindo as luvas de látex observou todo o lugar com um olhar perito. Localizou na quina da mesa de vidro uma marca aparentemente imperceptível de sangue.

Natalie cambaleou. O estômago ardendo pelo soco. Lutando para se manter em pé tentou visualizar o inimigo. Então o golpe final. Sentiu ser empurrada para algum lugar. Então a dor.   

Sara sentiu o entusiasmo correr pelas suas veias como seu sangue. Retirou do bolso da calça o que parecia ser uma caneta.  Uma caneta de luz negra que possibilitava identificar manchas de sangue mesmo quando haviam sido lavadas ou adulteradas.

As bochechas de Sara doíam. Um sorriso alargava-se involuntariamente na sua face.

 Sala de interrogatório;

Jim:  Richard Edward Ravener, 19 anos, cursa o terceiro de química. Notas altas, mas vem faltando nos últimos meses... Por quê?

Richard: Isso é uma sessão de psicanalise ou interrogatório?

Jim: Tento ser os dois para obter uma confissão.

Richard: Não matei Natalie, nem Robert. Eu amava os dois.

Jim: Será?

Richard dá um soco na mesa irritado.

Richard: O que você quer então?

Jim: Quero a verdade. Acima de tudo. E porque – consulta rapidamente uma lista de depoimentos. – os empregados afirmavam que a sua relação com os seus irmãos era de longe amistosa.

Richard: Família é assim. Nós brigamos, mas no fundo gostávamos uns dos outros. – fechou os olhos, havia vacilado em falar a última frase.  – Vick também não se dava bem com Robert.

Jim: Eu sei. Eu a interroguei há algumas horas. E ela falou o mesmo de você.

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